sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Quantas mentiras !

Paro, olho e sinto a frieza de seus olhos ao me fitar.
A ignorância é a chave para a felicidade, como Cazuza escreveu “Os Ignorantes são mais felizes.”
O simples, não saber, é indescritivelmente confortável e a premissa de que a verdade liberta é falsa. A verdade corrompe, destrói e nos transporta para a ilha da infelicidade. O homem como pessoa não almeja a verdade, nós almejamos a ilusão, a realidade cinematográfica criada pelo ideal humano.
Quando desconhecemos os sentimentos em sua pureza divina, os confundimos com desejos humanos. Quando amamos, sem a noticia de que não somos correspondidos, a vida é tão fácil, tão bela esperança que criamos é doce, totalmente contrária do sabor amargo que o saber da recusa de sentimentos acarreta.
O homem busca a mentira para confortar nossos tormentos internos. Procuramos o “não ser”na religião, em deus, no inferno. Criamos ilusões para não enfrentar a dura realidade sobre nossa banal existência, digo banal, pois não passamos da insustentável raça “superior” do planeta terra.

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