domingo, 17 de outubro de 2010

Choque

Nove horas da noite. Remédios na mão, todos para suas covas. O domingo acabou. Pensar na segunda-feira.
_ Caralho! É dia de choque. Levanto, ando pelo quarto escuro, tateio a parede em busca do interruptor, é fora, me lembro.
A tortura pendendo na minha mente. Ando de um lado ao outro pelo vidro. Aquelas armações de ferro! Quero Luz. Tateio a parede. Lembro é lá fora.
Ando inconformado com o que terei de enfrentar amanhã. Sento fumo,deito. Procuro o efeito dos soníferos, não acho. Horas e Horas aterrorizando-me sem conseguir dormir. Recorro ás orações. Afasta de mim esse cálice, amanhã me livrai Pai!
Socorro! Alguém me ajude! _ grito mentalmente. Choque amanhã. Choque amanhã. Tomara que não amanheça. Eu não vou tomar. Meu deus! Ajude-me PORRA

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