quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ventos


Deixei o vento me trazer as coisas hoje ao invés de busca-las, logo no início da noite ele soprou o vento gelado da tristeza que congelou meu coração, minha alma, e meu corpo com as decepções de uma amizade amargurada pelo tempo.
Não deixei me abater abusando da esperança que a próxima brisa traria boas novas, e trouxe no entanto não uma simples brisa e sim uma rajada, uma rajada de boas noticias, de uma amizade que cresce a cada segundo que se passa, de um companheirismo indescritível, acompanhado por belos risos que emergiam do fundo do coração que aos poucos ia descongelando-se com o sabor da verdadeira amizade e de alguns quilos de chocolate.
Os ventos seguintes trouxeram o calor do meu corpo em um sexo casual, consolador, atrevido e imprudente selado com o ultimo cigarro de uma carteira amassada que outrora fora esquecida em uma gaveta empoeirada.
Por ultimo não houve vento mas sim um ar, puro e calmo que me trouxeram livros e filmes com o saber necessário para iluminar e esquentar minha alma.
Agora o calor emana minha beleza até mesmo a olhos despercebidos, a vida é assim esperar que o impossível vire possível tendo esperanças nos próximos ventos soprados pelo destino .

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